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28.01.2013 – Perspectivas otimistas para o setor de construção

Por: Ennio Crispino

O ano começa positivo para o setor de construção. O primeiro estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o otimismo dos empresários da área de infraestrutura, divulgado no dia 10 de janeiro, revela um índice de confiança geral de 3,1%. Considerando somente os empresários que atuam na locação de equipamentos de construção e demolição, o índice sobe para 5,1%.

Por trás desta perspectiva positiva estão as obras viárias em andamento em vários Estados e a expectativa em relação aos investimentos anunciados pelo Governo para preparar o País para os eventos esportivos mundiais (Copa do Mundo e Olimpíadas), que se aproximam a uma velocidade preocupante.

O otimismo é reforçado pelo modelo de concessões e parcerias público-privadas em setores importantes da infraestrutura – como o de aeroportos, rodovias e ferrovias – que contemplam R$ 133 milhões de investimentos.

Embora as empresas importadoras de máquinas de construção tenham sido atingidas pela onda protecionista do Governo, que aumentou a alíquota do Imposto de Importação (I.I.) de 14% para 25%, em outubro último, o bom ânimo do mercado acaba se espalhando por todos os chamados “players” do setor.

Não à toa, segundo a Sobratema, entidade que reúne as grandes construtoras e fabricantes, o setor estima crescer 13% na vendas de máquinas em 2013, recuperando uma parte importante do declínio de 19% registrado no ano passado. Com isso, eleva-se também o índice de confiança dos empresários importadores.

A ABIMEI vem trabalhando para aumentar a sua representatividade junto aos importadores de máquinas de construção e sente-se honrada em poder contar com a colaboração do Sr. José Lacyr de Freitas Jr, presidente da Êxito/ XCMG, no seu Conselho Deliberativo.

Em setembro, quando fomos recebidos em audiência pelo secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Sr. Emílio Garófalo Filho, para manifestar o nosso repúdio pelo aumento do I.I.para bens de capital, o Sr. Lacyr teve uma participação importante. Ao narrar o impacto que a medida trouxe para a sua própria empresa, o Sr. Lacyr ajudou a esclarecer ao Governo o alcance negativo desta medida, não só para os empresários, como para o próprio desenvolvimento do País.

Nossa esperança agora é que o Governo desista da ideia de lançar um segundo pacote, ampliando a lista de itens de bens de capital e meios de produção atingidos por esta medida protecionista, que representa uma quebra de acordos internacionais e vai à contramão da necessidade de aumento da competitividade da indústria brasileira, numa economia globalizada.

O Brasil precisa investir em bens de capital, nacionais e importados, para fazer frente às necessidades de crescimento do PIB. Só com um parque industrial moderno e máquinas de qualidade conseguiremos tirar o país do atraso no setor de infraestrutura, fabricar produtos competitivos internacionalmente, crescer, investir em educação, melhorar a saúde e aumentar a qualidade de vida do povo brasileiro.